Na última semana, em Brasília, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski fez um alerta preocupante: o crime organizado já não se restringe ao tráfico e ao contrabando, mas busca espaço em áreas estratégicas da economia e, pior, pode alcançar as esferas do poder legislativo.
Ele revelou que autoridades policiais e de inteligência já monitoram indícios de atuação de facções criminosas em setores como transporte público, construção civil, coleta de lixo e combustíveis. Segundo o ministro, a infiltração em empresas e contratos públicos seria uma forma de lavar dinheiro e ampliar o domínio econômico dessas organizações.
O ministro destacou ainda que o governo federal trabalha em medidas de reforço à legislação e que a Polícia Federal já atua em investigações sigilosas para rastrear conexões entre o crime organizado e os contratos públicos.
A preocupação não é nova. Em anos anteriores, relatórios da PF já apontaram tentativas de facções em assumir negócios lícitos para expandir sua influência. A disputa agora é por território. A discussão ganha peso com a possibilidade de parlamentares, intencionalmente ou não, se tornarem canais de acesso para essas organizações se infiltrarem no poder público.
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