A audiência do caso conhecido como Propina do Lixo, que investiga suspeitas de corrupção em contratos de coleta e destinação de resíduos sólidos, foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na data de ontem. O adiamento impede que novas provas sejam apresentadas e que testemunhas sejam ouvidas, prolongando um processo que envolve cifras milionárias e acusações de pagamento de propina a agentes públicos.
O escândalo ganha destaque na região porque a empresa investigada não atua apenas em São Paulo. Ela mantém contratos ativos em cidades do interior do Rio, como Macaé, Carapebus e Quissamã.
Em 2023, a companhia foi alvo da Operação Calliphora, deflagrada em Minas Gerais e São Paulo, sob acusação de fraudes em licitações. Em outro episódio áudios revelados na época mostraram o empresário Thiago Rezende, dono da THV, negociando contratos com autoridades em Quissamã, o que levantou suspeitas sobre favorecimento político e irregularidades em processos licitatórios.
Mesmo sob investigação, a empresa voltou ao noticiário em 2024, quando recebeu R$ 165 milhões em contratos emergenciais para atuar no socorro às enchentes do Rio Grande do Sul. O caso gerou críticas sobre a forma como contratos emergenciais, assinados em situações de crise, podem escapar de um controle rigoroso e abrir espaço para novos desvios.
O novo agendamento da audiência ainda não foi definido, mas cresce a pressão por respostas, especialmente nas cidades em que a empresa atua diretamente.
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