Um idoso de 60 anos acabou internado nos EUA com uma intoxicação rara chamada bromismo, doença quase extinta causada por intoxicação pelo acúmulo de bromo no organismo, após substituir o sal de cozinha (cloreto de sódio) por brometo de sódio, seguindo orientação de uma Inteligência Artificial (IA).
Contudo, o produto é usado para limpeza, não para consumo humano. Como resultado, o homem teve alucinações, paranoia e intoxicação grave, chegando a tentar fugir do hospital. Foi necessário o uso de medicação antipsicótica para controlar os sintomas. Por meio de exames detalhados, os médicos constataram níveis de 1.700 mg/L de bromo no sangue, quando o normal varia entre 0,9 e 7,3 mg/L. A condição, rara atualmente, era comum entre o fim do século 19 e início do 20, período em que sais de brometo eram utilizados em medicamentos para convulsões.
Com tratamento de reposição de eletrólitos e acompanhamento médico, o paciente se recuperou e recebeu alta após três semanas.
O caso levanta um alerta sobre o uso da inteligência artificial, que não substitui orientação médica. Usar recomendações da tecnologia sem acompanhamento profissional pode trazer riscos sérios, como no caso em que um produto químico foi confundido com alimento e resultou em intoxicação.
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