No dia 26 de agosto de 2024, em Macaé, Norte Fluminense, uma fiscalização na FBS Clínica Odontológica Ltda. revelou um cenário alarmante: ausência de alvarás, produtos vencidos, funcionamento irregular e até a presença de outra empresa, Odonto X Clínica Odontológica Ltda., operando sob o nome fantasia “Odontocompany”, no mesmo endereço.
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a inspeção foi motivada por dezenas de reclamações de clientes que alegavam ter sido lesados. A vistoria resultou na interdição imediata do local, mas, em apenas dois dias, o lacre foi violado e as atividades retomadas sem autorização. Outras duas interdições ocorreram em setembro devido à persistência das irregularidades.
Três meses depois, a pedido do MPRJ, o PROCON constatou que o imóvel estava fechado, sem prestar qualquer assistência aos pacientes que haviam iniciado tratamentos e deixando dentistas sem receber seus salários.
Diante da gravidade do caso, o MPRJ ingressou com ação civil pública pedindo bloqueio de, no mínimo, R$ 500 mil das contas das empresas envolvidas e de seus sócios, incluindo imóveis, veículos e aplicações financeiras. O órgão também solicita indenização pelos danos patrimoniais, morais, estéticos e coletivos causados aos consumidores.



