A instalação de cercas ao redor da Lagoa de Cima, tradicional ponto turístico e de lazer em Campos, tem provocado indignação entre moradores e visitantes. Um vídeo que circula pelas redes sociais revela que terrenos às margens da lagoa estariam sendo cercados por supostos fazendeiros, o que estaria restringindo o acesso do público a áreas que, historicamente, sempre foram de uso comum.
De acordo com relatos da comunidade, a situação se agravou nas últimas semanas. Trilhas conhecidas e muito frequentadas têm sido bloqueadas com placas de “propriedade privada” e, em alguns pontos, a presença de vigilantes privados tem intimidado quem tenta circular pelos locais. A população teme que esteja em curso um processo silencioso de privatização irregular da orla da lagoa, área reconhecida por seu valor ecológico e social.
As denúncias apontam para a possibilidade de que essas ocupações estejam sendo feitas sem a devida legalização fundiária ou licença ambiental. A Lagoa de Cima está situada em uma região sensível, com ecossistemas protegidos e importância ambiental para o município. Por isso, o avanço de cercas e barreiras físicas levanta dúvidas sobre o respeito às normas legais.
A comunidade local cobra uma resposta imediata das autoridades. Os moradores pedem que a Prefeitura de Campos, por meio da Secretaria de Governo, e o Ministério Público investiguem a regularidade das ocupações, analisando se os documentos de posse dos terrenos estão em conformidade com a legislação e se há permissão para modificações em áreas de preservação.
O livre acesso à Lagoa de Cima é um direito coletivo que vai além da questão recreativa: envolve também a proteção ambiental e o respeito ao patrimônio público. Diante das denúncias, cresce a mobilização social em defesa do espaço, com apelos por fiscalização rigorosa e medidas que garantam que a lagoa continue sendo de todos.



