Não é da nossa área de abrangência, mas o caso pra lá de “doido” vale a pena ser divulgado.
Tudo começou quando um senhor chamado Antônio Baltazar Lemos – cerimonialista de 60 anos – resolveu fingiu a própria morte, organizando um falso velório em Curitiba, na noite de quarta-feira (18). Imagina só!
A ideia foi tão mirabolante que ele mesmo postou uma foto, em sua rede social, com a mensagem: “No início desta triste tarde, o comendador Baltazar Lemos nos deixou. Em breve mais informações”. A postagem foi feita um dia após ele publicar uma outra imagem em frente ao hospital Albert Einstein, em São Paulo. Após, o falso morto recebeu dezenas de mensagens de condolências em seu perfil pessoal, que já constava o local e hora da cerimônia.
O que Seu Baltazar não esperava era que seu sobrinho procuraria o hospital, onde descobriria que ele nunca havia dado entrada. Aí, foi “ladeira abaixo”. Horas antes da cerimônia, o caso foi descoberto e gerou revolta entre os convidados, que foram até o salão funerário.
Contudo, em um vídeo divulgado nas redes, é possível ver que o ambiente estava todo decorado com coroas de flores e uma mesa com diversos arranjos. Em determinado momento, uma voz parecida com a de Baltazar começou a narrar a vida do homem. A maioria acreditou que algo realmente havia acontecido e a comoção foi geral. Pouco tempo depois, as portas do altar se abriram e o cerimonialista surgiu com uma roupa de capuz explicando sua enorme faceta.
Pronto: quem estava no local, como amigos e familiares, ouviram o discurso perplexos. Todos sem saber o real motivo de toda armação. Alguns até acharam a situação cômica, mas ao final, teve discussão entre alguns participantes e muita confusão. (Alguém imaginou o contrário?)
Em entrevistas divulgadas na internet, após repercussão do caso, Baltazar falou que decidiu fazer o velório na tentativa de descobrir quem são seus “amigos de verdade”. Alguns dias antes, ele mandou um convite para várias pessoas em comemoração aos seus 60 anos e confessou que teve a ideia há cinco meses.
Em nome da família, o sobrinho do homem postou uma mensagem em seu perfil: “veemente repúdio a todo o episódio vivenciado entre 17 e 18 de janeiro de 2023. Após a aparente conclusão dos fatos, queremos declarar que não compactuamos com a atitude inconsequente de nosso familiar. Simular o falecimento para fins de fascinação individual é um ato de puro narcisismo tóxico, a ponto de tangenciar a sociopatia, uma vez que não ponderou sobre os sentimentos de familiares, amigos e colegas”.



